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Descrição

Entre 2021 e 2024, o número de surtos e casos de dengue autóctone aumentou consideravelmente. As viagens internacionais intensivas facilitaram a importação de vírus transmitidos por mosquitos de áreas endémicas, tropicais e subtropicais, enquanto a transmissão local secundária dos vírus de casos importados é predominantemente impulsionada por espécies invasoras de mosquitos Aedes. Foram notificadas populações estabelecidas do mosquito tigre-asiático (Ae.albopictus) em 13 países da União Europeia. O mosquito da febre amarela (Ae.aegypti)também foi detetado em partes da União Europeia (por exemplo, Chipre, Ilhas Canárias (Espanha) e Madeira (Portugal)). As condições meteorológicas de verão nos últimos anos têm sido favoráveis à propagação invasiva do mosquito Aedes nos países europeus e à multiplicação dos vírus transmitidos pelo Aedesnos vetores. Devido às alterações climáticas, prevê-se que os períodos com condições ambientais favoráveis à propagação geográfica e à multiplicação dos mosquitos invasores Aedes se tornem mais longos. O tempo mais quente também facilita a transmissão local de vírus por estes mosquitos. Por conseguinte, prevê-se que o risco de surtos autóctones de doenças virais transmitidas por Aedesaumente na Europa. Meanwhile, the level of preparedness and experience with prevention and control of Aedes-borne viral disease varies in the European countries. As presentes orientações em matéria de saúde pública fornecem informações para apoiar a avaliação e a atenuação do risco de doenças virais transmitidas por Aedes adquiridaslocalmente aos peritos em saúde pública na União Europeia/no Espaço Económico Europeu (UE/EEE).

As orientações foram elaboradas após consulta de peritos neste domínio. Public health experts were consulted from countries affected by autochthonous transmissions of Aedes-borne viral diseases (i.e. France, Italy, Portugal and Spain) and from at-risk countries with varying epidemiological situations (i.e. Belgium, Germany and Greece). Além disso, na elaboração das orientações participaram peritos laboratoriais, entomologistas médicos e peritos do ECDC em doenças emergentes e transmitidas por vetores, substâncias de origem humana e apoio à preparação e resposta a emergências. Em abril de 2024, foi organizado um seminário durante o qual foram desenvolvidos os principais princípios das orientações. O seminário foi seguido de uma consulta escrita com os peritos envolvidos. Um projeto avançado de orientações foi então partilhado com os pontos focais nacionais da Rede de Doenças Emergentes e Transmitidas por Vetores e da Rede de Substâncias de Origem Humana – Sangue para comentários.

As orientações fornecem informações fundamentais sobre os vírus transmitidos pelo Aedes(em especial o vírus da dengue, o vírus chikungunya e o vírus Zika), os princípios do diagnóstico laboratorial destes vírus e a epidemiologia da doença viral transmitida pelo Aedesna Europa. Areas at risk of autochthonous, mosquito-borne transmission in the EU/EEA are divided into four risk levels (i.e. Level 1 to Level 4, and two sub-levels for Level 2 and 3). As áreas sem vetores estabelecidos de vírus transmitidos pelo Aedessão categorizadas como Nível 1. As zonas predispostas, onde estão estabelecidos vetores de vírus transmitidos por Aedes(ou seja, existem provas de excesso de inverno e de reprodução de populações de vetores de Aedes), mas onde a transmissão transmitida por vetores do respetivo agente patogénico não foi detetada na atual estação de transmissão, são classificadas como de nível 2. Dentro deste nível, foram identificados dois subníveis, dependendo da receptividade e da vulnerabilidade de uma área. A recetividade é determinada pela presença e densidade de vetores de Aedes e outros fatores ecológicos e climáticos que favorecem a transmissão do vírus por Aedes.  A vulnerabilidade é definida pelo afluxo de viajantes infetados e pela capacidade do sistema de saúde para detetar infeções em tempo útil e aplicar medidas para prevenir a transmissão posterior. As zonas predispostas com baixa receptividade e/ou vulnerabilidade (por exemplo, apenas vetores estabelecidos localmente, baixa densidade de vetores, clima desfavorável, baixo número de viajantes das zonas de nível 3 e de nível 4) são consideradas de nível 2a, ao passo que as zonas com receptividade e vulnerabilidade médias a elevadas são consideradas de nível 2b. Considera-se igualmente que as zonas que sofreram uma transmissão esporádica e autóctone em anos anteriores apresentam este nível de risco. As zonas de risco afetadas pela transmissão autóctone de vírus transmitidos por Aedesna atual época de transmissão são classificadas no nível 3, com dois subníveis, dependendo do número de focos/aglomerados e da rastreabilidade das cadeias de transmissão. Se tiver havido pelo menos um caso autóctone confirmado de uma doença viral transmitida por Aedescomo resultado da transmissão local e provável transmitida por mosquitos na área durante o ano em curso, mas o número de casos/aglomerados for considerado baixo e as cadeias de transmissão forem rastreáveis, a área é considerada de Nível 3a. Se o número de casos/aglomerados for considerado elevado, envolvendo uma capacidade de rastreio esmagadora, a área é considerada de nível 3b. As áreas endémicas, onde a transmissão autóctone de doenças virais transmitidas por Aedesnão depende da importação dos vírus, são classificadas como Nível 4.

Para cada nível de risco, as orientações em matéria de saúde pública definem os fatores que desencadeiam a reavaliação, bem como as ações pertinentes de vigilância, prevenção, preparação, resposta e controlo (incluindo a preparação laboratorial, a sensibilização e o reforço das capacidades, a coordenação multissetorial e as atividades de gestão de vetores). Nos níveis 1 e 2, as ações de saúde pública centram-se na vigilância e na prevenção, enquanto nos níveis 3 e 4 é dada maior ênfase às medidas de resposta e de controlo. Uma vez que os níveis de risco são definidos pelas condições epidemiológicas, entomológicas e ambientais, os fatores de desencadeamento da reavaliação das categorizações são também especificados no documento. As orientações fornecem também resumos concisos da doença e da vigilância entomológica das doenças virais transmitidas pelo Aedese dos seus vetores, bem como explicações sobre as ações de prevenção, preparação, resposta e controlo sugeridas.

Informações de referência

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Publicado em Clima-ADAPT: Jul 2, 2025

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